Tecnologia do Blogger.

24/11/2009

Analfabetismo Digital


Estava indo dormir quando algo despertou minha ira. Sim....tb sinto raiva e ódio de tempos em tempos. Lí, relí, pensei, refletí e tentei digerir.... e achei melhor colocar tudo pra fora sobre o que me incomodou e, quem não gostou, pode pular e ler outro blog no botão lá no topo.

Analfabetismo virtual é algo que me preocupa há muitos anos. As tecnologias mudam, se aceleram, criam e recriam, e estão sempre na ponta. São poucos, infelizmente, que acompanham tudo isso e temos um atraso grave em relação a outros países. Gostamos muito de ficar online, mas brincando, jogando

, batendo papo. Muito da parte séria da Internet ainda pode ser aprovietada aqui na nossa terrinha.Mas de tempos em tempos me deparo com algumas situações que me preocupam e que me fazem refletir se algum dia chegaremos lá....e quanto tempo isso irá demorar. Vou citar 4 exemplos do que eu chamo de analfabetismo digital. Qualquer semelhança terá sido mera coincidência...

1 – Um processo administrativo é aberto tendo como prova uma postagem do ORKUT, impressa e ADULTERADA no Word. Nenhum funcionário que recebeu, ou teve qualquer contato com tal documento, teve a menor idéia de que o material teria sido adulterado. NENHUMA prova concreta, arquivo digital foi solicitado. Seria como voce chegasse com um documento em XEROX, com assinatura falsificada e o processo desse continuidade. Analfabetismo digital total.

2 – Um processo trabalhista é “forjado”e a única testemunha é amiga daquele que requer indenizaçao. São apresentadas provas de mídias sociais que invalidam tal testemunha, mostrando o ato grau de intimidade e relacionamento de ambos. Juiz decide que nao são suficientes, pq nao conhecia tal mídia e tecnologia. Qnd recorrido, todos os demais juízes concordam que OBVIAMENTE ambos eram amigos e que as provas digitais eram mais do que suficientes. Houve desconhecimento total de quem primeiro julgou.

3 – Um processeo envolvendo danos morais, com fitas, vídeos e todas as provas possíveis é desconsiderado pq o tema envolve virtualidade, e aí, as coisas complicam e por não entenderem, dão razão a quem é pessoa jurídica.

4 - Em evento cultural internacional, entraram em contato com a organização, perguntando sobre divulgaçao no twitter. Uma lista com nome de blogueiros importantes e twitteiros foi ofertada, mas foi NEGADA por total desconhecimento da ferramenta. Resultado? evento foi FRACASSO de cobertura.


Aí...eu leio o blog da @rosana com a história desse blogueiro. Mais um caso puro de analfabetismo digital.

Para quem não leu ainda, segue abaixo o link. O blogueiro deve 16 mil penhorados por ter no seu blog um post ANÔNIMO falando mal de uma sra, em uma confusão da escola. A analogia é perfeita. É como se alguém pintasse o muro da sua casa falando mal de outrem, e VOCÊ fosse condenado pelo insulto. Isso é de um absurdo desconhecimento de cibercultura BASICA

Blog da Rosana - http://blogs.r7.com/querido-leitor/2009/11/24/comentarios-moderados-sim/

Blog Silenzio - http://silenzio.blogueisso.com/2009/11/23/a-justica-e-mais-cega-na-blogosfera/

Leiam os dois e se apavore com a total ignorância aplicada no caso.

Isso me faz refletir que estamos a milhares de anos-luz de termos uma sociedade que ENTENDA a cibercultura e nao se mantenha atrasada na era da revolução industrial.

Tenho um amigo próximo que está concluíndo uma especialização em Direito da Tencologia da Informaçao, mas ainda são POUCOS que conseguem dominar isso.

Até esta leva de profissionais chegar até onde as decisões são tomadas em grandes instâncias, teremos que conviver com tais demonstrações públicas de atraso e ANALFABETISMO DIGITAL?

Fica a reflexão.....#prontofalei

Enquanto isso, em países onde a cibercultura ja fundiu-se com a cultura, advogados recebem notificação via twitter e fraudes contra a previdência são supostamente desmascaradas pelo facebook. Temos muito CHÃO

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Mais de cibercultura e Medias Sociais


Bom..já deu pra ver que vou transformar esse blog em banco de dados sobre muitas coisas que me interessam.

E como cibercultura faz parte das minhas pesquisas e do meu cotidiano, vou começar a dividir aqui os links interessantes que recebo via twitter, via feeds, via google wave, via email, via linha cruzada, telefone sem fio, etc etc etc

Mais um site interessante sobre Twitter, Medias Sociais e Análises...


Minha Frase favorita: I consider this massive proliferation of new thinking to be a gift from God."


http://bit.ly/8Ibxra

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Nem só de reclamar vive um twitteiro


Experiência interessante...

Por causa de uma "pequena janela", ou melhor, uma quase "varanda" na minha agenda, tive a possibilidade de ir almoçar hj. (e não falem mal da minha secretária....ela fez com boas intenções....mas...QUATRO HORAS sem marcar nenhum paciente seria um 482 n CLT ne? rs )...Resolví conhecer um famoso restaurante aqui perto do consultório.

Para não ir sozinho, levei o "povo do twitter" comigo. Cheguei, fui bem recebido e continuei trocando mensagens com alguns amigos virtuais. Fiz meu pedido e entre muitas risadas e atrapalhadas (coloquei adoçante na batata frita), acabei recebendo parte da comida que havia pedido.

Continuei trocando mensagens com alguns usuários, até que notei que já havia comido quase toda a carne e a batata-zero-cal....

Para minha surpresa, depois de quase 30 minutos, "apenas" as guarnições haviam sido esquecídas.

Calmamente degustei a picanha com a batata, com o sabor adicional do adoçante, na esperança de que algum dos diversos garçons fosse perceber que algo estava errado.

Me sentí mesmo um ET, afinal, alguem rindo com um celular na mão, chama mesmo a atençao. Acabei distraíndo com os tweets q estava recebendo e não ví o tempo passar...

Como tenho, tolerância zero, mas sem perder a educação, imediatamente pedí a conta. Para minha surpresa, todas as guarnições estavam sendo cobradas. Pedí que o gerente fosse chamado, mas ele estava de folga (ahhhhhh). Expliquei então que NÃO havia sido atendido, que NÃO havia comido e que gostaria que os ítens fossem removidos da fatura, assim como a taxa de 10%.

Não pedí nada demais....apenas meus direitos. Para minha surpresa, o subgerente apareceu com uma garrafa de vinho, pedindo desculpas pelo ocorrido.

:00000000000000....sim...atendimento neste nível ainda é difícil nos dias de hoje.

Como diria minha avó...quem tem boca vai a Roma...mas nesse caso, a Bento Gonçalves, de onde veio o vinho!



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O Tsunami Digital


Vc já parou para se perguntar qual a importância da tecnologia nos dias de hj?

Já se questionou o papel que ela desempenha no seu cotidiano, seja trabalho, seja nas relaçoes sociais - agora tb socio-virtuais?

Em 2004 pesquisei sobre o Orkut em em como essas relações chamadas de "virtuais" rompiam com os paradigmas da psicologia social clássica, uma vez que o contato físico real não seria mais necessário para a transição entre interaçao e relaçoes sociais.

O que sempre me interessou foram os aspectos psicológicos envolvidos nestas relaçoes pessoa-pessoa, pessoa-maquina-pessoas e todo o novo espaço para troca de afetaos alí criado, desta vez, sem limites físicos....e sim, virtuais.

Este é um tema que me instiga há 12 anos, e estou sempre lendo e relendo mais e mais material sobre o mesmo.

Hj recebí via tweeter um texto interessante, e deixo o link abaixo.

The Digital Tsunami: Technology Changes How the World Works

http://ow.ly/163UjQ

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11/11/2009

E o Virtual trouxe a Luz pro Real – O Twitter e o apagão...


Quem estuda ou tem leituras de cibercultura conseguiu perceber um fenômeno interessante que ocorreu na noite de ontem. Real e virtual há muito tempo que não são dicotômicos e sim, complementares. Em alguns momentos o virtual pode tomar frente ao real, e foi isso que tivemos ontem, com o apagão e o twitter.

Redes sociais têm diversas finalidades, e infelizmente brasileiros ainda não sabem utilizar todas as suas ferramentas ou explorar seus potenciais. Estamos engatinhando neste aspecto.Porém o Twitter mostrou uma maturidade enquanto rede talvez jamais vista aqui no país.

Em certo momento, a timeline sofreu uma avalanche de informações sobre blackouts (apagões) e o efeito foi em progressão geométrica. Quem estava em local sem os impactos da falta de luz, como eu, no Amazonas, pode perceber toda a movimentação online. Usuários mais ativos se conectaram em seus celulares e a troca de informações foi algo que jamais ví em mais de 10 anos de acesso a Internet.

Foi tudo muito rápido e muito bem sincronizado. Os sites de notícias saíram em disparada, como uma corrida de fórmula 1. Mas nada se comparava ao poder de alcance de um tweet. Em apenas alguns segundos já sabíamos os Estados que estavam sofrendo com a falta de energia elétrica.

Na televisão, as emissoras demoraram...e em tempos cibernéticos, 30 minutos são uma eternidade. A melhor e mais confiável fonte de informações passou mesmo a ser o twitter.

Depois de identificadas as cidades e Estados onde havia falta de energia, muito se brincou no twitter. Teorias de conspirações, alusões a filmes e coisas mais descontraídas, uma vez que nos tornamos tão dependentes dessa moderna eletricidade que a monotonia que sua falta nos traz é geradora de angústia. Ficar em casa com a luz apagada, sem qualquer contato com a “civilização”, mesmo que virtual, gera sim angústia.

A segunda parte deste fenömeno talvez tenha sido a mais importante, pois alguns usuários perceberam que esta mídia social, o Twitter, era a única forma de compartilhar informações com o resto do país. Criou-se então uma sequência de tweets informativos. Alguns ouviam rádios e notificavam acontecimentos. Outros, já com os noticiários de TV informando, repassavam a aqueles que estavam no escuro. Ruas congestionadas, informações sobre assaltos e arrastões. Uma quase histeria coletiva tomou conta do real e invadiu o virtual. Fez o caminho inverso. Cenas dignas de um filme de ficção científica, onde o mundo está prestes a explodir e as pessoas precisam se comunicar por meios alternativos.

Muita informação circulou por alí, e os blogueiros e twitteiros deram um show de cidadania e jornalismo. Sim...jornalismo, pois foram eles que repassaram ao resto do país as informações em tempo REAL, porém, via Virtual.

Talvez essa seja a nova modalidade de jornalismo que vá surgir. O jornalismo real-virtual, onde estar conectado em uma rede, seguindo as pessoas certas, nos momentos certos, pode trazer muito mais benefícios do que a tradicional televisão.

E viva a cibercultura!

Ps: fica a licção para o Poder Público. Sediar Jogos Olímpicos e Copa do Mundo atraí a atenção da mídia internacional, e é hora de ARRUMAR A CASA para não fazer feio. Maquiar alguns problemas durante a visita das comissões pode ser fácil – e todos os países fazem isso – agora manter essa maquiagem para a imprensa internacional, se torna tarefa quase impossível

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09/11/2009

Rosa Sim!

Hoje estava assistindo a 4 temporada de Ugly Betty e o personagem Justin estava vestindo uma camisa rosa. Estava há dias pensando na questão da aluna da Uniban e sobre os textos que eu lí. Entendí o recado...(rs)

Primeiro eu lí o post da @rosana, no blog dela http://blogs.r7.com/querido-leitor/2009/11/08/geisy-a-geny-unibanida/

Depois lí no Blog do Professor Sérgio Freire


E as coisas ficaram mais claras um pouco. A angústia dessa história se completa e dá pra ver por vários ângulos, que direcionam para o mesmo desfecho. Que bom que tudo parece estar indo no caminho mais sensato, e todas as providências tomadas.

Como estou com meu #avatar rosa no twitter, e todo mundo está me perguntando o motivo. A resposta está nesses dois blogs aí.

[s]\

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01/11/2009

Trogloditas Sociais parte 2

Depois de ver esse vídeo da médica no aeroporto em Salvador, twittado pela @julianasardinha, ainda continuo achando que temos muito que caminhar ainda....


Lembrei-me de um texto q escreví com a Denise Deschamps, tb psicóloga e psicanalista, analisando o filme "Ensaio Sobre a Cegueira".

O parágrafo que mais me lembro é:

"No filme, essa cegueira nos leva a pensar no que estamos fazendo com nossos modelos de civilização. No caos da cegueira súbita habitada, não pela escuridão, mas por um branco ausente de formas. Estamos a “apenas” uma cegueira do caos enquanto grupo social? Forçamos ao limite nossas convivências que o simples fato de suprimirmos o visual nos permite dar vazão a tantas perversões? Estaríamos beirando a bestialidade, enquanto seres sociais?"


Segue abaixo o vídeo da matéria citada...


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