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08/04/2010

Mentira como um mal necessário


Essa semana assistí partes de um filme num vôo, q me deixou pensando sobre o assunto.

O filme em questão é A Invenção da Mentira (The Invention of Lying, EUA - 2009). Infelizmente não conseguí ver até o final, mas até onde me foi permitido, gostei muito das reflexões trazidas pela película.


Imagine o mundo onde não houvesse mentira. Imagine um mundo onde não houvesse Superego tão rígido, nem a necessidade de controle de algumas de nossas pulsões. Imagine um cenário onde todos fossem “super sinceros”.

Temos o espaço perfeito para reflexão sobre os impactos que as mentiras tem no nosso cotidiano, e podemos perceber que, caso esta não existisse, deixariamos de ter grande parte de nossos sentimentos e comportamentos, ou seja, parte da nossa “humanidade”. Situação totalmente hipotética e fictícia, mas que seria interessante de se observar.

Um dos pontos mais interessantes é quando, depois do surgimento da mentira, se “inventa”a religião, como uma necessidade de aliviar a humana angústia de saber de onde viemos e para onde vamos. Lindas as cenas, e não se assuste se ficar emocionado.

Bom filme!

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07/04/2010

Lost - Quem está perdido nessa história?


Acabei de assistir ao episódio S06E10 e algo vêm me preocupando nesta temporada.
Teriam os produtores e redatores se perdido no enredo do seriado?

Os >20 anos devem se lembrar dos traumas deixados pelo antigo seriado Arquivo X (X files), que depois de muitos e muitos anos foi encerrado, não fechando todos os enigmas abertos. Resumindo: uma super sacanagem com aqueles que assistiam.

Há alguns anos escreví um artigo sobre os aspectos psicológicos envolvidos neste seriado, então no começo (http://www.cinematerapia.psc.br/lost.html). Hoje me pergunto se um artigo seria mais apropriado para os impactos negativos q esse seriado deixará em seus seguidores.

Com apenas poucos episódios para o Gran Finale, será mesmo que haverá tempo de esclarecer tudo? #ficaduvida


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16/03/2010

Mulheres Frutas - Mulher Melancia


Estou resgatando alguns textos antigos e acho que, em época de bundudas e carnudas saindo da casa do BBB, o tema deve voltar a mídia. Aliás....por onde anda MM?

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O ser humano é previsível demais, apesar de achar que não. Nossas vidas sociais nada mais são do que ciclos que se repetem de geração em geração.

Vejamos…..Tivemos os Beatles nos anos 60, Menudo nos anos 80, Dominó, New Kids on the block nos anos seguintes. Tivemos Cher, Madonna, Britney, Christina, Amy..e tantas outras cantoras que variam apenas de gerações.

Tivemos Gretchen, Monique Evans, Carla Perez, Sheilas Carvalho e Melo, Feiticeira, Tiazinha…e agora: Mulher Melancia!!!!

A historia se repete e o publico acha que é “algo novo”. Muda-se a roupagem e alguns pequenos detalhes, mas o “conteúdo” continua o mesmo.

Todas essas mulheres fizeram sucesso…não pela sua inteligência ou por um talento em especial. Foram famosas pelo seu corpo…..e que corpos! Sim…não há nada de errado em assumir que consumimos produtos sem “conteúdo”, e os compramos apenas pelas “embalagens”. Gretchen nunca foi cantora, muito menos Carla e Sheilas….e assim será com a Mulher Melancia.

O “diferencial” é que esta última tem, que vem “bombando” na mídia ultimamente, parece ser um pouco mais esperta e ciente de que, seu “talento” está localizado na região das nádegas, e que isto, faz sucesso sim!

Li e ouvi algumas entrevistas com ela e tenho que dar a mão a palmatória: a menina é esperta!. Sabe que seu “talento” é passageiro e esta diretamente ligado aos seus glúteos, e com isso, pretende fazer o maior proveito disso…enquanto a lei da gravidade permitir.

Inteligente é ela…burros são aqueles que compram os produtos que a mídia empurra goela adentro…

Entretanto…Mulher Melancia merece TODO o meu apoio. Não somente por ser mais inteligente que as demais, mas também por aparecer em momento estratégico, no qual NOSSOS adolescentes, PRECISAM DELA.

Recentemente vi um comentário em um jornal online, de que um chatíssimo autor de novelas tinha declarado que a MM [mulher melancia] beirava a obesidade. ?????

Isso pq? Pq ela não é anoréxica e tem um IMC de habitantes da Somália?

MM aparece em uma época onde, por anos, as adolescentes foram atacadas pela mídia, necessitando de mulheres magras, com corpos anorexicos e com os ossos aparecendo. Ser bonita era sinônimo de “não ter corpo”, não ter formas.

Espero, sinceramente, que com a idolatria que temos hoje pela MM, as jovens possam perceber que é NATURAL SIM ter bunda, ter peito, ter quadril, ter coxões e corpo de GENTE [e não de cadáver]

Portanto, dou todo o meu apoio a qualquer divulgação e exploração da imagem da mulher boazuda, carnuda e com corpo de gente, exemplificada pela Mulher Melancia.

E que venham mais mulheres abacates, mulheres mamão, mulheres melão, e que sumam da mídia as mulheres palito, mulheres alfinetes e mulheres arroz.

[s]

Eduardo J. S. Honorato

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12/03/2010

Lady Gaga e Beyonce - Telephone

Gosto mesmo da Lady Gaga...das músicas, das coreografias, do estilo, etc...

Acho que ela me lembra os anos 80 e o início da carreira da Madonna. Ambas tem em comum a falta de voz, o dom para causar escândalos e o fato de saberem muito bem manipular a mídia. Esse é o talento delas.

A voz....essa fica pra depois. Se Madonna aprendeu depois de Evita, Gaga aprenderá um dia......talvez.

Agora, esse novo videoclipe beira o absurdo. Talvez essa seja a linha adotada. Talvez essa seja a estratégia de mkt interessante, mas, se olharmos com olhos mais críticos, veremos q a coisa é muito sinistra.

Se olhar com cuidado, verá uma tentativa de fazer o q se chamou de "pop arte", mas se chegou no pop absurdo da bizarrice!


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22/02/2010

Diário de um EX-FUMANTE....agora sim! :)

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Conseguí terminar o dia sem fumar todos os cigarros. Mais alguns salvos. Porém, o dia bastante ocupado facilitou.

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Apesar de ter fumado menos de 10 cigarros ontem, o fator psicológico começa a se mostrar mais presente. Uma coisa é vc fumar menos pq conseguiu, a outra é pq nao “pode”. Muitas balas e chocolates. Chicletes o tempo todo.

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A maldita F$%^%$ Nicotina começa a avisar que está em pouca quantidade em seu corpo. Muita ágiua nessa hora. Muita mesmo. O dia inteiro. Procurei me ocupar com outras atividades e baixar o nível de ansiedade

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É estranho acordar e ver apenas aqueles cigarros “possíveis”para fumar. Muito chocolate e muito café. Sim..não tente parar com café e tudo ao mesmo tempo. Tive muitos pesadelos – nos últimos dias – e o médico disse que são da nicotina mesmo.

Aproveitei essa época do ano para fazer isso pq estou de “semi-férias”. Passo parte do meu tempo com meu filho, brincando e bagunçando com ele.

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Não sobram mais cigarros no final do dia, mas tabém não levo nem maço, nem mais isqueiros para nenhum local onde vou. Mandei lavar bem o carro e nada de cheiro de cigarro por perto. No final do dia dá vontade forte de fumar.....mas...troco de canal, tomo água, como uma bobeira e deixo a coisa passar.

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Reta final. É impressionante perceber como o cigarro preenche diversos “buracos” na sua vida e por isso ele tem essa questão psicológica tão forte. Ele é um super ultra coringa e comecei a perceber quando ele entrava em cena....nesses 17 anos.

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Parte difícil.....difícil mesmo. Porém, muito mais fácil do que imaginava. Só posso dizer que esta foi a pior fase do tratamento.

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Ainda muito difícil....ter q se controlar muito para nao “fugir” e fumar um cigarro a mais. Delimitei os horários dos cigarros disponíveis, calculei o que usarei até o final e joguei o restante todo fora, para nao cair em tentação.

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Prova de fogo: balada! Nossa....conseguí ir para uma balada, tomar algumas cervejas – não bebo – e não fumei. Foi muito mais fácil do que eu imaginava. O período mais difícil do tratamento já foi.

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Um cigarro depois do almoço e um de noite. Comendo muito. As coisas tem outros sabores e as pessoas tem outros cheiros. – risos.

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Difícil……escolher o horário para conseguir fumar esta ultima merda que me manteve prisioneiro por 17 anos. Fumei aleatoriamente, sem ter vontade. Gosto nojento, quase engasguei, me senti fedendo....agora entendo a raiva dos ex-fumantes....sómente um ex-fumante entende outro.

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Tratamento supostamente no fim....fica agora somente a força de vontade. TODOS os dias serão esse dia 20. TODOS os dias serão esse dia aqui. Já se foram SETE dias sem fumar. As vezes sinto sim uma vontade forte, mas substituo por outra coisa. Procuro comer frutas, tomar água e lembrar que foi muito mais fácil do que eu imaginava. Minhas roupas estão mais cheirosas, meu filho pode ganhar beijos a toda hora, meus dentes estão lindos e brancos e o principal, minha saúde não está sendo destruída diariamente.

Todo dia dá vontade de fumar. Tomo água, como chocolate, evito o café (quero dentes mais brancos), faço alguma atividade. Evito tempo ocioso, que antes era preenchido pelo cigarro.

Depois disso tudo, só posso dizer, aos meus queridos “amigos” da Souza Cruz, depois de 17 anos: #CHUPA

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02/02/2010

Atualizações no diário de um quase ex-fumante.


Leia o post anterior para entender os códigos e o significado do diário.

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Domingo é dia full time daddy, logo, menos tempo para fumar. Nos passeios em família, optei por deixar o maço de cigarros em casa e troquei tudo por balas e chicletes. Os cigarros que sobraram do dia anterior, foram pra caixa coletora salva-pulmão,

Fiquei tão exausto - coluna doendo - de brincar, caminhar com o curumim (filho) que quase não conseguí fumar. Resultado: sobraram mais 4 cigarros no final do dia. Enviados novamente pra caixinha coletora.

A sensação de fumar menos do que "posso"de acordo com as regras, é boa. Dá a impressão de que as coisas vão melhor do que esperava.

Achei ótimo passar um dia inteiro e fumar "apenas"10 cigarros. Para quem fumava em média 20 e nos dias mais complicados, 30, até que é uma grande redução. Claro que a ansiedade aumenta, e com ela o apetite.

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Um dia cheio no consultório e com pouco tempo para pensar em sequer fumar. Com a correria, e a falta de hábito já de fumar, não reparei que nao cheguei a fumar quase durante a manhã. Ao final do dia, percebí que tinha fumado apenas NOVE cigarros dos 13 "permitidos"nesse dia.

Fumei mais a noite, resolvendo problemas e coisas comuns do dia-a-dia.

Já percebí que meu paladar está diferenciado e toda vez que fumo sinto um gosto de "fumaça", que não percebia antes

Acho que o tratamento está dando certo. Se bem que não posso chamar isso de tratamento, mas sim, de força de vontade. Acho que o segredo está mesmo na MOTIVAÇÃO.

Quero ver qnd entrar na fase de "menos de 10 cigarros por dia". Uma coisa é "sobrar", outra é "Não poder". A motivação se expandiu pela família e tem mais gente parando de fumar.

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Dia cheio de papeladas e burocracias de convenios, além de atendimentos. Muita chateação e coisas pra resolver. Tô tentando deixar alguns cigarros a mais pra minha caixinha salva-pulmão.....meu maxilar já está doendo. Comprei chicletes demais e balas de menos. Já marquei até dentista.

Quero pulmão e BOCA saudável juntos...nao vou estragar um por causa do outro. rs

Interessante é que eu nunca parei de fumar pq sempre achei que seria difícil demais....q não conseguiria, uma vez que já fumava há mais de 15 anos. confesso q estou espantado com a "facilidade". Não que seja fácil, mas não é nem metade do que eu achava que seria.

Fico mesmo com a regra dos 30s. A vontade dá e passa em 30s, o segredo é se ocupar durante esse momento, e esperar o próximo chegar...e fazer o mesmo...

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30/01/2010

Diário de bordo de um quase ex-fumante


Este blog ficou parado por semanas, e o motivo está embutido aqui.

No final do ano passado, fui informado sobre dois processos de seleção quase simultâneos, sendo um para mestrado, e outro para doutorado. Como auto como docente, ambos fazem parte dos meus antigos planos de carreira.

Decidi encarar os dois. O doutorado viria primeiro e depois a seleção do mestrado. Foram os piores 45 dias que tive até hoje. Trabalhando em média 76h por semana e estudando nas madrugadas. Horários livres durante o dia eram exclusividades do meu filho.

E foi justamente a ele, em uma de nossas longas conversas “patatí-patatá” que eu prometi que pararia de fumar, para poder viver mais e com melhor qualidade de vida, e assim, acompanhar ele atéeeee o mais tarde possível.

É claro que eu sabia que a probabilidade de eu passar no doutorado era pequena, mas, arrisquei. E deu certo. Dia 25/01/10 saiu o resultado e eu fui aprovado. Cancelei minha seleção no mestrado e tive que pensar. No dia do resultado, com festa, amigos e comemorações, nem me lembrava da promessa. Mas, no dia seguinte acordei com o olhar doce e o sorriso do meu filho e a promessa veio a minha cabeça. Antes de fumar meu primeiro cigarro, como faço habitualmente, peguei papel e caneta e tracei meus planos.

O médico foi consultado e o tal “remédio” retirado da gaveta. Já havia tentado com ele antes, e nada tinha mudado. Acho que precisava de uma motivação mais forte. Como não sou religioso, minhas promessas são pessoais, e pretendo não quebrar esta primeira que fiz para meu curumim.

Um amigo do twitter fez o mesmo, e estava tendo bons resultados quando falei com ele pela ultima vez. Não sei como está agora. Vou tentar explicar.

Eu fumava um pouco mais de uma carteira por dia....+de 20 cigarros. Fumante há uns 17 anos. Resolví começar pelo número padrão, 20. A cada dia, retiro um cigarro do maço pela manhã e guardo em uma caixinha no meu escritório. Aumento o número de cigarros removidos a cada dia.

Estabelecí alguns mecanismos motivacionais, para manter em mente meus objetivos. Escrevo sempre na aba da carteira de cigarro, o dia do programa em que estou, e quantos cigarros poderei fumar naquele dia. Uso aquele pincel de professor, e escrevo com letra bem grande. Também olho constantemente a “caixa coletora de cigarros removidos”, e vejo o quanto já deixei de destruir minha saúde, com aqueles cigarros reduzidos. Isso me motiva a continuar.

É claro que ao longo dessa luta toda, poderei recorrer aos famosos adesivos, chicletes e outras ferramentas, mas vamos ver quem tem mais força....o vício ou meu amor pelo curumim! Que a batalha comece!

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Primeiro dia. X=19 cigarros. Nem liguei ou pensei muito que estava parando de fumar. Fiz o cotidiano e fumei como sempre. Estava ainda tão flutuante, por causa da aprovação, que não percebi ou atentei para o quanto estava fumando. Ao final da noite, veio o desespero. Percebí que haviam poucos cigarros....não suficientes para até o início da madrugada, quando normalmente vou dormir.

Na volta pra casa, estipulei um “ponto”no caminho, para somente ali acender um cigarro. Caso o fizesse na saída da sala, no início do trajeto ou no meio, acabaria com vontade de fumar novamente ao chegar em casa. Tentei me distrair no caminho, cantarolando. A vontade aparece com freqüência, mas dura alguns segundos. É só ocupar sua mente com outra coisa.

As últimas horas do dia foram um pouco angustiantes. Tentei agir como se não tivesse outra carteira de cigarro em casa. Quem é fumante há muitos anos sabe qual é essa sensação. Deu certo. Percebí que a nicotina me mantinha mais acordado, e com isso, acabava dormindo muito tarde. Como fumei menos, fui para cama mais cedo, mas claro, com um certo nível de ansiedade.

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Dia corrido, com muito trabalho. Foram 16h seguidas trabalhando, com poucas possibilidades para fumar. Mesmo assim, conseguí perceber algumas coisas em relação a ansiedade. Aprendí a distinguir quando fumo por ansiedade e quando fumo pela necessidade da nicotina. São os dois componentes do vício, o psicológico e o químico. Ao final do dia, percebi muitos e muitos (exagero) cigarros na carteira. Porém, resolvi manter a mesma técnica do dia anterior. Acender o cigarro somente em certo ponto do trajeto pra casa, para retardar outros. Acabei indo dormir mais cedo, sem perceber que 3 unidades haviam sobrado no maço.

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Os cigarros que sobraram do dia anterior foram direto para a “caixa coletora”, e se uniram ao grupo da resistência. Prova de fogo. Dia de “folga”, em casa. Corrigir trabalhos, provas e preparar muito material. Vários momentos que podem ser preenchidos pelo cigarro. Normalmente nesses dias eu fumava bem mais do que uma carteira. Percebí algumas coisas hoje:

- 17 cigarros seria mais ou menos um cigarro por hora acordado (tudo bem q eu não chego a dormir 7 horas). Mas...como eu conseguia fumar mais de 1 por hora? Que coisa mais absurda! (quase insight)

- Meu apetite aumentou. Ou melhor, a nicotina não tirou meu apetite, como de costume. Acho que finalmente vou conseguir engordar. Há alguns bons anos que tento.

- Caiu a ficha que nenhum dos meus amigos fuma. Nenhum aluno ou colega de trabalho também fuma. Ótimo....será mais fácil se não sentir o cheiro de cigarro nos primeiros dias quando não estiver mais fumando.

O dia está acabando e estou tentando ir dormir, deixando 2 cigarros sobrando na carteira. Hora de ir ler um livro, deitado e esquecer...quem sabe fico no lucro hoje de novo.

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Fiquei no lucro ontem e mais dois cigarros extras na caixa coletora. Resolví suspender o tal remédio, pois, como da outra vez, não me fez muito bem. Liguei para o médico e ele concordou. Vai ser na garra e na coragem. Resolví então, por segurança, comprar aqueles adesivos e programas complementares.

Fui até uma farmácia e achei um absurdo gastar quase 120.00 com adesivos. Até q fiz as contas e percebí que gasto mais do que o dobro com cigarros a cada mes. Comprei feliz e contente. Não sei quando vou precisar.

O dia foi mais tranquilo e conseguí novamente terminar no lucro de 3 cigarros, q foram de novo pra caixa coletora. Amanhã a coisa começa a apertar.

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Dia complicado. Sábado. Dou aula, mas não o dia todo. Tentei focar em algumas atividades, mas tive q recorrer aos famosos chicletes e balas. Acho que trocarei o vicio pelo cigarro por uma diabestes, uma coleção de cáries e um maxilar descolado. Foi difícil, mas conseguí. Estou ainda no lucro de 3 cigarros, e meu planos são dormir deixando pelo menos 2 como sobra para a caixinha coletora.

Sentí muita dor de cabeça, e lí que é por causa da nicotina. Em 5 dias diminuí o número de cigarros consumidos pela metade. Sem a medicação pode ficar mais difícil, mas tenho os adesivos e talvez recorra a eles para amanhecer sem a famosa vontade de fumar.

Mais uma vez percebí q meu apetite aumentou, e estou fazendo todas as refeições....algo considerado raridade no meu cardápio.

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